sexta-feira, 14 de maio de 2010

Coronelismo x Clientelismo

Vivemos numa democracia capitalista, tadavia ainda temos de conviver com artifícios particularistas de controle do estado. Embora esteja assentada em princípios de universalidade, legalidade e liberdade; a competição partidária na prática se esbarra em mecanismos de controle do eleitorado, como o coronelismo e o clientelismo. Devido à práticas pré-capitalistas, na qual a grande propriedade de terra absorvia um grande contingente dependente, estes viam-se obrigados a manter fidelidade ao senhor da terra, ou melhor, ao chefe político local. Assim se baseia o coronelismo: uma fidelidade pessoal, uma doação pura e simples do voto ao candidato do coronel. Ao se tratar de clientelismo, no qual as características do sistema de produção capitalista está, em suma, mais presente, a barganha entre o eleitor e o agente político é a base desse processo. A esse elo dá-se o nome de cabo eleitoral. A relação passa duma simples fidelidade entre candidato e chefe político, devido a concessão de terras, para uma relação de interesses entre eleitores e líder local; este que cuida dos interesses de seus representados frente às autoridades. Esse compra e venda de votos, cuja moeda são meios matériais, explica-se no fato de “no capitalismo, tudo o que tem equivalência econômica tende a transformar-se em mercadoria(...). Os cargos eletivos são cada vez mais suscetíveis de proporcionar crescimento econômico. Isso faz que, de modo crescente, o voto se torne mercadoria. O processo corruptor é conseqüência inevitável do próprio capitalismo.

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